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Escola municipal de Matão adota reconhecimento facial para controlar frequência dos alunos.

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Sistema está em fase de testes atendendo 624 alunos da Escola Municipal Antônio Carlos Manzini. Secretaria de Educação e Cultura quer implantar em toda a cidade.

 

Uma escola municipal de Matão (SP) está usando reconhecimento facial para controlar a frequência dos alunos. A iniciativa está em fase de testes, mas o sistema promete ajudar funcionários e professores, além de tranquilizar os pais que podem acompanhar a frequência do filho por um aplicativo.

 

Até o momento, são 624 alunos da Escola Municipal Antônio Carlos Manzini que participam dos testes. Segundo a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, a intenção é que todas as instituições de ensino fundamental da cidade tenham os aparelhos, atendendo mais de 3,2 mil alunos.

 

 

O novo método está funcionando há pouco mais de 15 dias na escola. Segundo uma secretária da instituição Joseli Verônica, foi feito um cadastro com os dados pessoais dos estudantes com foto para identificação, além do número do celular dos pais.

As informações geram um código que é acionado quando o aluno chega à escola e se posiciona na frente do aparelho.

“A hora que ele chega, ele vai ficar em frente ao aparelho e esperar que apareça a foto dele lá, aí o aparelho agradece e responde que está ok”, explicou.

Dessa forma, o horário fica registrado no equipamento e também vai direto para o celular dos pais, que baixaram o aplicativo.

 

Controle e segurança

 

Os equipamentos foram implantados só nesta escola por enquanto, mas a intenção da Secretaria Municipal de Educação é instalar em todas as instituições municipais de ensino fundamental.

De acordo com a secretária de Educação e Cultura de Matão, Adriana Marangoni, o objetivo da ação é controlar a frequência dos alunos e padronizar o sistema para facilitar o trabalho dos educadores.

“Os pais também receberão, a partir do momento que o aluno sai da escola, um registro no seu celular também. O aplicativo disponibiliza também o boletim, gerencia merenda, trabalhando até melhor a gestão dentro da escola”, disse.

Além disso, o sistema pode ajudar a evitar a evasão escolar no futuro, envolvendo também o Conselho Tutelar.

 

Pais aprovam

 

Como está em fase de testes, alguns familiares e alunos também precisam se adaptar à mudança. A dona de casa e avó de uma aluno Vera Cavichia contou que chegou a receber uma mensagem alertando que a Julia não estava na escola.

“Eu e a mãe dela fomos até lá, mas ela estava na escola. Eu assustei, porque ela vai de van, eu a coloquei na van de manhã e mesmo assim veio uma mensagem dessa”, disse.

Segundo a escola, isso aconteceu porque é necessário que o aluno espere o processamento dos dados em frente à câmera de reconhecimento facial e alguns ainda não se adaptaram.

Mesmo com o susto, a avó aprova o novo sistema. “Tinha que ter para todas as escolas, porque os pais tem uma segurança que o filho foi, assistiu e saiu no horário da saída”

Mesmo com o susto, a avó aprova o novo sistema. “Tinha que ter para todas as escolas, porque os pais tem uma segurança que o filho foi, assistiu e saiu no horário da saída”

Para outra estudante, o sistema também é visto como positivo, porque faz com que os alunos tenham mais responsabilidade na escola.

“Também controla o nosso horário de entrada, porque agora se a gente passar do horário a gente realmente não entra. É bem melhor, a gente acaba não perdendo as aulas e ajuda no aprendizado”, disse Emilly Lucindo, de 14 anos.